terça-feira, 19 de abril de 2011

Que mulher é essa?

    A priori de qualquer discussão, levo-me a enfatizar a importância desta mulher no contexto geral de mundo e vida.
    Maria, em sua essência traz ao Planeta e aos seus, uma demonstração diária de exemplificação de ser humano, de cotidiano ilibado, de estruturação psicológica, e principalmente concretude espiritual.
     Criança esperada, sonhada, embora não pensada concretamente, pois sua mãe, por possuir atrelada à sua saúde, a condição de infértil, não imaginava nem tampouco aspirava à tamanha realização.
    Sendo pois um milagre, Maria inicia sua caminhada terrestre merecendo as primícias de um reconhecimento diferente, fora do comum. Criança, enviada por Deus, de modo "chocante", inimaginável.
       Ana, sua mãe, carrega no ventre a grande prova de amor do Seu Deus para com ela, mal sabendo então, a graça que emanava do feto que ali guardava.
    Passou-se o tempo, e aquela menininha, nasce, cheia de vida e milagres, sendo o primeiro deles, a sua vitória diária sobre as péssimas condições de vivência à ela permitidas. Ensaiar sua primeira respiração num lugar inundado de conflitos, numa família de condições paupérrimas, e aliada a condição de "mulher", transpassava o sofrimento inicial daquela garota, muito embora a miserabilidade do cotidiano que lhes foi resguardado por Deus, a fizesse alçar vôos de maturidade e enriquecimento pessoal e espiritual cada dia mais intensos.
    Provar daquele dia a dia, fazia com que Maria quisesse buscar ao Deus que lhe foi apresentado muito antes do seu nascimento e fincado pela firmeza espiritual de seus pais. Apresentada ao templo por volta dos 7 anos de idade, Maria reafirma sua condição de religiosa diante da sociedade. E quando mais moça, aos 14 anos, sela e oficializa sua missão, com a aceitação e obediência aos planos dEsse Deus. Garota virgem, prometida a casamento, recebe em suas mãos a maior responsabilidade à ela concedida, conceber o filho de Deus.
    Pausa para o primeiro adendo: Que jovem foi essa? abdicou de sua idade frutífera para arcar com as responsabilidades de Seu Pai.(primeiro questionamento que impulsona o meu amor por Ela)
    Ao arcar com as consequencias de tal aceitação, Maria começa uma jornada extremamente emocionante. Ser mãe do Messias tão esperado pela humanidade, fazia com que se sentisse ainda menor e serva dEsse Deus tão misericordioso.
    Pausa para o segundo adendo: Que mulher é essa, que aceitou a maior realização de Deus, na visão dos homens, e se reservou ao direito de se autojulgar como pequena ante aos seus e ao mundo? 
    Ter como carne de sua Carne, o filho de Deus, Sangue do seu sangue, o Messias prometido, compartilhar do seu ventre com o Salvador da humanidade, e ter a certeza de que era a menor das menores para receber tal graça. Que mulher é essa? (Segundo questionamento impulsionador)
    Do contrário, Maria não buscava engrandecimento, só alimentava o amor por este ser, que dia a dia era nutrido de belas palavras e canções de exortação, a ligação entre Mãe e filho transpassavam o cordão umbilical, e se uniam a idéia de aglutinação de alma.
    Nasce então, Jesus, cheio de graça e ardor missionário. Tendo como foco de Seu crescimento a nutrição emanada do Espírito Santo e fecundada no coração e amor de Maria.
    Apresentando Jesus ao templo ainda bebê, Maria recebe a profecia de que o seu coração seria ferido por uma espada de dor. Dor esta que ela só experimentaria de fato após os 30 anos de idade de Jesus, ao início de sua vida pública, quando começam os ataques, as especulações em torno da figura do Messias. Sacramentado no coração de Maria estava o selo da dor necessária. E ela assim o entendia. 
    Já próximo ao cumprimento da maior prova de amor de Deus aos homens, Jesus se retira afim de viver uma experiência de intimidade com o Pai que o reservava grandiosa missão.
    Enquanto isso, Maria fica em casa, e em sua condição humana de mãe, é levada a pensar: "o que Jesus come agora? será que sente frio? será que sente sede?" Muito embora mantivesse a tranquilidade de entender que Deus cuidara de tudo, tendo pois ela, naqueles dias orado e jejuado junto com Jesus. Isso reflete a importância de Maria no tempo quaresma vale salientar.
    No retorno de Jesus, começam os indícios do sofrimento. Ele é preso e condenado à morte de cruz, e logo mais Maria recebe a notícia, sendo levada a acompanhar cada fase do sofrimento do Seu amado filho.
    Em sua face o sofrimento sereno, o olhar de aceitação, porém o embate interior da Maria humana e mãe versus a Maria divina Imaculada. Sofria acreditando na ação de Deus. Porém, ao ver o Seu menino partir, se rendeu à instantes de difícil digestão da situação. É como se as fagulhas dos ossos despedaçados de Jesus lhe rompessem as veias, e cada gotícula de sangue, lhe corroessem como ácido, a ponto de não compreender a iniquidade humana em levar o Seu querido àquela condição. Mas ainda assim, Maria aceitou e entregou Jesus   nas mãos do Pai, como em Espírito o havia prometido.
    "Sangue do meu sangue, coração do meu coração, deixa-me morrer contigo, sentir a tua dor a me tocar. Minhas mãos seguras, aqui estão pra te aliviar, meu amor de mãe vai te dar alento, vai te acalmar. Fecha teus olhos, sente a presença da tua mãe que está aqui, fecha teus olhos sonha comigo, a tua dor vai acabar. Não podiam ter ferido a face de um rei, não podiam ter pedido o teu coração assim. Como me doem minhas entranhas te ver partir tão triste assim. Te ver morrer é como matar um pedaço de mim. Mas fecha teus olhos, sente a presença da tua mãe que está aqui, fecha teus olhos sonha comigo a tua dor vai acabar, o Teu Pai te cuidará, filho meu."
    Digna de veneração, Maria nos deu todos os motivos para ser amada e aceita por nós como mãe e intercessora, visto que sua ligação com o Filho permanece intacta. 
    Tenhamos nela a certeza da presença do Filho, da misericórdia do Pai, e da ação do Espírito.
    Uma semana santa abençoada.

TCJNSM (Tudo com Jesus, nada sem Maria)

    

3 comentários:

  1. lindo texto, não poderia retratar melhor o que Maria representa para nós!

    ResponderExcluir
  2. Texto lindo!*-*
    só ñ entendi...
    "pois sua mãe, por possuir atrelada à sua saúde, a condição de infértil" santa ana era infértil?! como assim?!

    ResponderExcluir
  3. Eraaa, a mãe de Maria era infertil. Eu aprendi assim, que SantaAna era infertil, e deu a luz a Maria, fazendo com que Maria nascesse assim sem o pecado original, e por isso a escolhida por Deus pra conceber Jesus.

    ResponderExcluir