quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tão eu

    Gosto de calor humano, de verdades ditas sem medo, de sorrisos, de carinho, de precisões as vezes nem tão precisas, de alguns medos, de coragens ferozes.
     Gosto de alma, de conversas sem tempo predefinido ou determinado pra acabar.
     Gosto de delicadeza, de sensibilidade, de inteligência, de espiritualidade bem fundamentada, de fé humana.
     Gosto de acordes complexos, de sabores excêntricos, de cozinha, de sala, sofá, bons filmes, amigos.
     Gosto de natureza, caminhos, trilhas, praia, sol. Mas em alguns dias me sinto tão introspectiva, necessitada do barulho da chuva.
     Gosto de bons livros, e também de papéis predispostos à preenchimento completo.
     Gosto de melodias produzidas pelos pensamentos, pelo humor momentâneo.
     Amo quem sou. E mesmo cheia de misérias meramente humanas, me sinto envolta numa prazerosa e plena sensação de descanso, repouso, gozo e felicidade de ter sido criada, alimentada e firmada dia a dia pelo maior dos meus maiores casos de amor; Meu Deus.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Voraz e suavemente, experimentar Jesus através de Maria

Acredito fortemente, que a maior intenção do cristão católico que de fato busca se inteirar da sua religião, é viver um pouco do que Maria viveu, é sentir algo condescendente aos sentimentos vividos por Ela algum dia.Em outras palavras, é tentar se assemelhar à esta mulher, que foi e é espelho pra nós, pra Nossa Igreja, e pra nossa caminhada espiritual e cristã.
Quem de nós, não quer entender um pouco mais da vida dEssa serva, desde o momento do Seu nascimento, da sua caminhada enquanto jovem, o momento da anunciação do Seu digníssimo Filho Jesus Cristo, e Seu nascimento, dentre tantos outros momentos que Maria perpassou em Sua história?
E Ela, então, indiretamente nos faz esse convite. Nas suas aparições, uma de Suas mensagens mais frisadas, era a realização diária da oração do Santo Terço, uma forma de nos mostrar uma maneira de encontrá-la, de senti-la mais de perto. A repetição da oração devotada à Mãe de Deus e nossa, nos coloca na posição de pedintes, de sedentos pelo Seu sagrado coração. A insistência por tÊ-la, recebê-la, vivenciá-la, nos dá o direito às graças perpassadas pelas Suas mãos, oriundas do Coração do Filho.
Passear na vida da Virgem Maria é viajar na história profunda de Cristo, é experimentá-lo voraz e suavemente sem cessar.
"Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo"

sábado, 3 de dezembro de 2011

Que amor é esse?

Hoje a minha mensagem é diferente, Gostaria de refletir junto com você sobre o amor. Sim, sobre o amor.
Aos nossos olhos e os nossos ouvidos, quando escutamos a palavra AMOR, já acende automaticamente em nossa mente a idéia de clichê, não é verdade? em suma, o AMOR tem retratado um clichê em nossas vidas ultimamente, quando na verdade deveria passar longe dessa denotação de mal gosto ou até mesmo infundada, a qual somos levados a adotar. Sabe por que? Porque se nós pararmos pra entender a profundidade desse sentimento, chegaríamos à mesma conclusão que Jesus chegou, e trouxe pra as nossas vidas; que sem o amor a fé é morta, sem o amor até mesmo as boas ações não valem nada.
Não devemos olhar para a grandeza desse sentimento com visão retorcida, a ponto de entender que por ele se MATA e morre, deturpando a concepção mais bela e saudável do mesmo. Precisamos abolir qualquer indício de doença que nos leva a macular o amor. Sendo assim ele se torna infecundo, sem raízes, alheio de sentido.
Olhemos fixamente para a bondade, o acolhimento, a espera que o amor proporciona. Respiremos e aglutinemos à alma o AMOR que vem de Deus.
É importante que a cada dia reflitamos sobre o que viemos construindo em sentimento nas nossas vidas, "que amor é esse que digo sentir? ". Questione-se; "qual a melhor forma de viver o AMOR em minha vida?".
Que Deus te abençoe.
L.S.+J.C.
TCJNSM

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Entrelaçados, eu e Ele

Quando o ser humano se reconhece totalmente dependente da graça de Deus a vida passa a ter outro aspecto. Eu falo por mim, pois sempre incuti na minha"ideologia" de vida, desde criança, a independência pra tudo, a vontade de resolver minha vida com autosuficiência, mesmo que teoricamente eu temesse a Deus.
Eu temia a Deus mas não podia deixar de tomar as rédeas de TUDO na minha vida. EU precisava fazer, EU precisava dirigir, EU precisava resolver, e isso ,obviamente e por conseqüência, me deu muita noção de responsabilidade pessoal, de maturidade em alguns aspectos vitais, mas me dificultou o processo de reconhecimento da pequenez que sempre me coube, desde o momento da minha concepção.
Isso acontece com a maioria dos seres humanos, as vezes por necessidade de assumir responsabilidades mt cedo, outros por puro ímpeto humano, por afronta com a familia, com quem quer que seja ou com o proprio Deus, outros por pura falta de responsabilidade consigo mesmo,cada um na sua medida, mas convergindo pra o mesmo ponto; HUMANIDADE DEMAIS. E ninguém pode ser humano demais a ponto de sustentar sua própria vida em cima do orgulho, da autoafirmação, da autodecisão, do autodiscernimento, da força "sobrenatural" que as vezes pensamos ter.
Na verdade o reconhecimento de que somos humanos demais, precisa existir pra nos garantir outras visões, pra rememorarmos outros fatos, como: “ser humano demais me faz depender demais do meu Deus, me faz insuficiente pra mim, pra os outros, pra vida”. É um equilíbrio constante.
Não posso me dar abertura nem comodidade de pensar que posso ser mais humana que divina ou vice e versa , eu sou eu, na minha totalidade balanceada entre um e outro. Sou humana demais porque não sou autosuficiente, porque fora do meu Deus não sou. Porém preciso entender que não posso me acomodar numa entrega total dos meus atos a Esse Deus, aí entra o livre arbítrio. Em suma, Deus é Deus, e nós somos nós. É uma eterna relação entre Criador e criatura. Um toma as rédeas mas entrega os cabrestos, o outro confia, espera, aprende, e permite sempre um lugar cativo Aquele que guia de fato a carruagem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Esta é a questão

Ao declinar da noite, o clarão se prostra à escuridão que logo vem. Caminhando sobre os montes , recorre ao despontar do vento mais forte para anunciar sua chegada. Uiva, sopra, rosna, e o medo toma conta daqueles que a sentem, rendem-se à fria sensação do seu sombrio momento.
Não há nada a se fazer a não ser lembrar do calor que aquecia há pouco. Da luz que afugentava qualquer indício de penumbra peregrina. Sabendo pois, que ela logo ressurge, que ela é certa, concreta. E que ao fechar e abrir dos olhos, reaparecerá. Embora saiba-se que enquanto tantos crêem na certeza do "sorriso da manhã", outros aprofundam-se no embebecido entrosamento com a noite, no vão, no silêncio, que merecia ser contemplado com o amor, e com a intensificação da relação Humano Divino, mas que assume expressão de dor. A falsa sensação de que os olhos se acostumam com o breu, de que é mais cômodo a ausência da luz, logo aparece. E se esquece que no escuro, se cai, se tropeça, pode-se ser alvejado com um tiro, ser surpreendido com presenças indesejáveis.
Quando menos se espera, uma mão sufoca sua respiração, impondo sobre sua face uma força jamais vista, enquanto outra te crava as unhas te causando hemorragia nas visceras. Num desvio de olhar, consegue-se avistar rapidamente quem causa tamanha dor. Face desfigurada, pronta para te levar à morte e te fazer provar das mais terríveis experiências. Ficção? não. Realidade de uma batalha diária impressa no itinerário do Cristão, que em sua humanidade, é fraco, mas que em Deus é mais forte do que imagina.
A mão de Deus se abre e emprega sua solicitude sobre nós diante dessa cena horripilante de fraqueza humana, de entrega momentânea ao fracasso.
A luz quer renascer também intrinsicamente aos que a amam.
Fica a cargo do homem, reconhecer ou não rconhecer a misericórdia de Deus? Essa é a questão.

Na escuridão revela-se a face do mal, mas ao avistar os olhos de Jesus, todo mal se dobra e reconhece que só Ele é santo, e salvação.

"A Cruz Sagrada seja minha luz
não seja o dragão meu guia
retira-te satanás
nunca me aconselhes coisas vãs
é mal o que tu me ofereces
bebe tu mesmo o teu veneno"
Amém
                                São Bento

terça-feira, 19 de abril de 2011

Que mulher é essa?

    A priori de qualquer discussão, levo-me a enfatizar a importância desta mulher no contexto geral de mundo e vida.
    Maria, em sua essência traz ao Planeta e aos seus, uma demonstração diária de exemplificação de ser humano, de cotidiano ilibado, de estruturação psicológica, e principalmente concretude espiritual.
     Criança esperada, sonhada, embora não pensada concretamente, pois sua mãe, por possuir atrelada à sua saúde, a condição de infértil, não imaginava nem tampouco aspirava à tamanha realização.
    Sendo pois um milagre, Maria inicia sua caminhada terrestre merecendo as primícias de um reconhecimento diferente, fora do comum. Criança, enviada por Deus, de modo "chocante", inimaginável.
       Ana, sua mãe, carrega no ventre a grande prova de amor do Seu Deus para com ela, mal sabendo então, a graça que emanava do feto que ali guardava.
    Passou-se o tempo, e aquela menininha, nasce, cheia de vida e milagres, sendo o primeiro deles, a sua vitória diária sobre as péssimas condições de vivência à ela permitidas. Ensaiar sua primeira respiração num lugar inundado de conflitos, numa família de condições paupérrimas, e aliada a condição de "mulher", transpassava o sofrimento inicial daquela garota, muito embora a miserabilidade do cotidiano que lhes foi resguardado por Deus, a fizesse alçar vôos de maturidade e enriquecimento pessoal e espiritual cada dia mais intensos.
    Provar daquele dia a dia, fazia com que Maria quisesse buscar ao Deus que lhe foi apresentado muito antes do seu nascimento e fincado pela firmeza espiritual de seus pais. Apresentada ao templo por volta dos 7 anos de idade, Maria reafirma sua condição de religiosa diante da sociedade. E quando mais moça, aos 14 anos, sela e oficializa sua missão, com a aceitação e obediência aos planos dEsse Deus. Garota virgem, prometida a casamento, recebe em suas mãos a maior responsabilidade à ela concedida, conceber o filho de Deus.
    Pausa para o primeiro adendo: Que jovem foi essa? abdicou de sua idade frutífera para arcar com as responsabilidades de Seu Pai.(primeiro questionamento que impulsona o meu amor por Ela)
    Ao arcar com as consequencias de tal aceitação, Maria começa uma jornada extremamente emocionante. Ser mãe do Messias tão esperado pela humanidade, fazia com que se sentisse ainda menor e serva dEsse Deus tão misericordioso.
    Pausa para o segundo adendo: Que mulher é essa, que aceitou a maior realização de Deus, na visão dos homens, e se reservou ao direito de se autojulgar como pequena ante aos seus e ao mundo? 
    Ter como carne de sua Carne, o filho de Deus, Sangue do seu sangue, o Messias prometido, compartilhar do seu ventre com o Salvador da humanidade, e ter a certeza de que era a menor das menores para receber tal graça. Que mulher é essa? (Segundo questionamento impulsionador)
    Do contrário, Maria não buscava engrandecimento, só alimentava o amor por este ser, que dia a dia era nutrido de belas palavras e canções de exortação, a ligação entre Mãe e filho transpassavam o cordão umbilical, e se uniam a idéia de aglutinação de alma.
    Nasce então, Jesus, cheio de graça e ardor missionário. Tendo como foco de Seu crescimento a nutrição emanada do Espírito Santo e fecundada no coração e amor de Maria.
    Apresentando Jesus ao templo ainda bebê, Maria recebe a profecia de que o seu coração seria ferido por uma espada de dor. Dor esta que ela só experimentaria de fato após os 30 anos de idade de Jesus, ao início de sua vida pública, quando começam os ataques, as especulações em torno da figura do Messias. Sacramentado no coração de Maria estava o selo da dor necessária. E ela assim o entendia. 
    Já próximo ao cumprimento da maior prova de amor de Deus aos homens, Jesus se retira afim de viver uma experiência de intimidade com o Pai que o reservava grandiosa missão.
    Enquanto isso, Maria fica em casa, e em sua condição humana de mãe, é levada a pensar: "o que Jesus come agora? será que sente frio? será que sente sede?" Muito embora mantivesse a tranquilidade de entender que Deus cuidara de tudo, tendo pois ela, naqueles dias orado e jejuado junto com Jesus. Isso reflete a importância de Maria no tempo quaresma vale salientar.
    No retorno de Jesus, começam os indícios do sofrimento. Ele é preso e condenado à morte de cruz, e logo mais Maria recebe a notícia, sendo levada a acompanhar cada fase do sofrimento do Seu amado filho.
    Em sua face o sofrimento sereno, o olhar de aceitação, porém o embate interior da Maria humana e mãe versus a Maria divina Imaculada. Sofria acreditando na ação de Deus. Porém, ao ver o Seu menino partir, se rendeu à instantes de difícil digestão da situação. É como se as fagulhas dos ossos despedaçados de Jesus lhe rompessem as veias, e cada gotícula de sangue, lhe corroessem como ácido, a ponto de não compreender a iniquidade humana em levar o Seu querido àquela condição. Mas ainda assim, Maria aceitou e entregou Jesus   nas mãos do Pai, como em Espírito o havia prometido.
    "Sangue do meu sangue, coração do meu coração, deixa-me morrer contigo, sentir a tua dor a me tocar. Minhas mãos seguras, aqui estão pra te aliviar, meu amor de mãe vai te dar alento, vai te acalmar. Fecha teus olhos, sente a presença da tua mãe que está aqui, fecha teus olhos sonha comigo, a tua dor vai acabar. Não podiam ter ferido a face de um rei, não podiam ter pedido o teu coração assim. Como me doem minhas entranhas te ver partir tão triste assim. Te ver morrer é como matar um pedaço de mim. Mas fecha teus olhos, sente a presença da tua mãe que está aqui, fecha teus olhos sonha comigo a tua dor vai acabar, o Teu Pai te cuidará, filho meu."
    Digna de veneração, Maria nos deu todos os motivos para ser amada e aceita por nós como mãe e intercessora, visto que sua ligação com o Filho permanece intacta. 
    Tenhamos nela a certeza da presença do Filho, da misericórdia do Pai, e da ação do Espírito.
    Uma semana santa abençoada.

TCJNSM (Tudo com Jesus, nada sem Maria)